Segurança em cárcere de afeto negligente. Refugio-me da porta pra dentro. Coração fechado. Boca semi-aberta a espera do beijo que nunca vem. Olhos semicerrados. Lagrima que nunca vem. Um gosto que nunca se sente.
De que me vale o saber? Posso vender conselhos. Doar dicas. Publicar receitas impublicáveis. De que me vale a segurança de conhecer modos? Nada. Só sei da boca pra fora.
Comerciante de sonhos que um dia foram meus. Queria ser outra. Praticar meus conceitos. Sem culpa. Sem mágoa ou rancor. Queria voltar a sentir. Arriscar-me.
Ocupo-me em manter uma falsa segurança. E uma pseudo-estabilidade. Queria não só a teoria. Não só a fórmula perfeita das coisas. Mas é só o que me resta. Tudo esta austero aqui.
Queria só escutar, enxergar, sentir. Sentir! De verdade. Teoria por teoria, preferiria a prática. Ou não. Esquecer-me de tudo que aprendi e arriscar a errar novamente.



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