sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Só mais um Martini

Você ficou colado na minha retina, sabia? Por mais que os visíveis sinais do tempo tentem me provar o contrário, continuo enxergando aquele moleque lindo de olhos verdes. Não sinto saudade dos meus dezesseis anos, sinto saudade de você nessa minha idade. Da nossa vida sem compromisso, das nossas boas risadas, das nossas profundas conversas sobre futilidades. Nunca te amei com um amor de homem e mulher, mas você conquistou, com honras, um lugarzinho especial em meu coração. Ainda penso em você. Penso numa época boa e nos nossos sonhos sem cabimento. Lembrei-me da sua inseparável bicicleta. E depois me lembrei do seu primeiro carro. E em como estava orgulhoso de si no nosso primeiro passeio no possante. Nunca gostei de shoppings, mas me rendia a ele para encontrá-lo às escondidas. Creio que aprendi a beber com você. Martini. Como era bom aquilo: beber em sua companhia. Te achava um chato, eu era uma chata, e mesmo assim, gostávamos de ficar juntos. Queria ter você como amigo agora. Queria que a vida não tivesse nos separados. Queria te contar coisas pra ouvir você sorrir no final de cada frase. Queria tomar um Martini com cereja e com você. Nestes últimos tempos, tenho sonhado muito com você. E nestes sonhos você esta sempre triste ou perdido. Queria saber se esta tudo bem. Queria saber se posso te ajudar. Queria ouvir sua gargalhada pra depois você me dizer que era pura besteira minha. Queria muito que você conhecesse meus novos amigos, a família que formei. Você não morreu, mas se afastou tanto que sinto quase um luto por esse amigo que esta tão distante. Volta? Hoje a noite vai passar um filme que sei que gosta. Assiste comigoocê ficou colado na minha retina, sabia? Por mais que os visíveis sinais do tempo tentem me provar o contrário, continuo enxergando aquele moleque lindo de olhos verdes. Não sinto saudade dos meus dezesseis anos, sinto saudade de você nessa minha idade. Da nossa vida sem compromisso, das nossas boas risadas, das nossas profundas conversas sobre futilidades. Nunca te amei com um amor de homem e mulher, mas você conquistou, com honras, um lugarzinho especial em meu coração. Ainda penso em você. Penso numa época boa e nos nossos sonhos sem cabimento. Lembrei-me da sua inseparável bicicleta. E depois me lembrei do seu primeiro carro. E em como estava orgulhoso de si no nosso primeiro passeio no possante. Nunca gostei de shoppings, mas me rendia a ele para encontrá-lo às escondidas. Creio que aprendi a beber com você. Martini. Como era bom aquilo: beber em sua companhia. Te achava um chato, eu era uma chata, e mesmo assim, gostávamos de ficar juntos. Queria ter você como amigo agora. Queria que a vida não tivesse nos separados. Queria te contar coisas pra ouvir você sorrir no final de cada frase. Queria tomar um Martini com cereja e com você. Nestes últimos tempos, tenho sonhado muito com você. E nestes sonhos você esta sempre triste ou perdido. Queria saber se esta tudo bem. Queria saber se posso te ajudar. Queria ouvir sua gargalhada pra depois você me dizer que era pura besteira minha. Queria muito que você conhecesse meus novos amigos, a família que formei. Você não morreu, mas se afastou tanto que sinto quase um luto por esse amigo que esta tão distante. Volta? Hoje a noite vai passar um filme que sei que gosta. Assiste comigo?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Caos Imaginário

Graças a todo aquele vendaval, fiz promessas simples para 2012. Prometi reclamar menos e tentar ser mais paciente. Prometi usar mais vestidos e também tentar usar um pouco mais de maquiagem. É importante se maquiar para a guerra. Interior e sem rival real. Não quero dar passos maiores que minhas pernas.

Deixei de ser amável há muito tempo. Desaprendi a ser agradecida. Passei a desconhecer a palavra gentileza. Embora exija gentileza para comigo. Passo vários dias em fúria. Embora não exista nenhum motivo real. Nenhum! Perdi completamente o poder de organizar pensamentos. Não consigo muito bem focar. Não consigo mais formular. O caos se instalou no meu imaginário. Não faço mais promessas complexas. Não almejo muito. Continuo não sabendo mentir. E muito menos fingir.

Estou me dando mais tempo. 2012 tem sido um ano lindo, apesar dos meus pesares. Tenho tentado ser mais paciente. Estou tentando aprender e compreender o tempo de cada coisa, de cada pessoa e não me estressar se algo não aconteceu na velocidade que exigia. Deixei de reclamar e procuro achar soluções práticas para coisas que me incomodam. Tem funcionado. Tenho sido menos nervosa e agitada. Fiz algumas promessas fúteis na virada do ano. Dei-me o direito a um pouco de futilidade. Senti-me livre assim.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Toque

Queria escrever algo que lhe tocasse. Algo que o trouxesse até mim só para que eu te dê um beijo.

Queria fazer barquinhos de papel para que navegassem nesse nosso oceano e que rompessem mares a procura de novas alegrias.

Queria agora, cantar aquela música entrando no tom certo dentro de nossa alma. E bailaríamos como borboletas no ar.

Queria soprar um vento forte. E que esse vento o carregasse até aquele primeiro lugar e eu pudesse te dar outro primeiro beijo.

Queria fabricar sonhos e banir todos estes pesadelos que nos assombram. E plantar um sorriso em seu rosto a cada amanhecer.

Queria ter o poder de parar as chuvas e trovoadas dentro de nós. De poder te dar colo e secar seu rosto.

Queria fugir daqui. E te achar aí. E nunca mais te perder. Nunca.

Queria muito escrever algo que lhe tocasse...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Hoje em dia...

Amo com moderação. 
Vivo com prudência. 
Converso com o futuro. 
Administro o presente. 
Tento perdoar o passado. 
Aprendo a cada dia como sou, 
e o que é melhor pra mim.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Despedida

A noite foi maravilhosa, o vinho muito bem escolhido, a massa perfeita, e no fim, acabei na cama dele.

- Bom dia, amor!
- Bom dia!
- Vou preparar o seu café da manhã... Sabia que eu te amo?
- Eu te amo mais...

E num pulo ele foi preparar o melhor café da manhã de toda minha vida.

- Gostou, boneca.
- Você sabe que sim. Há muito tempo você não preparava um café da manhã pra mim, e nunca foi tão perfeito. Parece até que é de propósito.
- E é.
- Sabia? Esta tudo perfeito. Você bem sabe preparar uma boa despedida...
- Eu sei, mas não precisava me lembrar, né? Maculou todo o cenário agora!
- Mas como assim, já havíamos conversado e chegado a um acordo. Agora para, querido. Não estrague você tudo isso... Me dá um beijo.
- Eu te amo.
- Você é e sempre será o homem da minha vida.
- Mas não cabemos um no outro, não é?
- Isso. Não podemos mais nos magoar tanto assim... Vem cá, me dá outro beijo do bom.
- Não basta que haja amor para se viver um amor...
- Sim. Querido, agora tenho que ir... Um abraço e um último beijo?
- Tudo bem, boneca... E pela última vez: Te amo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Imperfeição

Só porque você sempre diz a verdade, não impede de me magoar. Entenda que preciso de tempo para assimilar tudo que disse. Preciso também de um prazo para decidir-me se é necessário perdoar ou não. Não sou perfeita, tenho aqui meus muitos defeitos. Mas mesmo assim preciso de tempo.

E também, não deponha contra si mesmo, me enchendo de explicações, pois no meu entender, quando alguém muito se explica, mente. A verdade é sempre bem simples. De fácil entendimento.

Só porque me enche de mimos, não estou impedida de estar mal humorada de vez em quando. Não é que esteja farta de mimos e muito menos farta de você, só estou um pouco farta de morar dentro de mim mesma às vezes. E nada disso é com você. Verdade.

Sabe, passei por muito até chegar aqui e aprendi que a pessoa amada tem o poder de nos magoar dez vezes mais que o nosso pior inimigo. E que, o amor, que acredito ser o ponto forte é o meu “Tendão de Aquiles” e que posso ser derrubada por ele a qualquer momento.

Não precisa levar a sério todos os meus conflitos. Porém, tenha sensibilidade e fique atento, alguns deles são sérios. Na verdade, acredito que a alegria e a dor se intercalam e se mostram a minha frente durante o correr do dia e que preciso aprender a administrá-las. Estou aprendendo, tenha paciência.

Descobri também, que os períodos de escuridão podem vencer-nos a qualquer momento. Mas também descobri que sou capaz de suportar. E de superar. E ser mais forte. E me tornar mais inteligente. Melhor.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Como funciona uma mente insana:

Há alguns dias, a Dama publicou em seu blog um post sobre suas fobias. O post me fez lembrar e numerar as minhas. Bom, o que é realmente fobia? Fobia é um receio patológico persistente. Enfim, um transtorno de ansiedade. Partindo deste ponto, só consigo enumerar duas fobias.

Uma das coisas que me mete medo, pasmem, é a possibilidade de ainda  não ter nascido. De que, de repente, eu "acorde" em uma “Matrix” estranha. Ou de descobrir que ainda estou nos "planos" de Deus e só meu cérebro foi criado, e ousou viver um imaginário só pra testar sua capacidade. Olha que loucura! Vejam como funciona minha mente.

A coisa que mais tenho medo nesse e no outro mundo é de “eternidade”. Viver eternamente! Calma, explico. O meu medo não vem a ser exatamente o de morrer. Porém, a não existência de um corpo físico, espiritual, ou mental pra mim já seria satisfatório. O pavor seria de viver na eternidade, como reza a bíblia. Sabe, não gosto de discutir com Deus e seus métodos, e que ele me perdoe se eu estiver blasfemando, mas a verdade é que tenho muito, mas muito medo de “funcionar” e ter consciência pra sempre. Chego a perder o sono (juro!) pensando nestas coisas.

Estes dois tipos de medo são bem específicos e se fazem existir graças a minha criação cristã. Um ateu não entenderia tais pânicos, por exemplo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mais um causo

E nunca mais se viu Rafael. Moço bonito. Boa passada. Nunca mais foi visto desde o dia da sova no “Granjeiro”. Dia em que jurou casamento a  Ana Barrero. Moça vistosa. Também nunca mais foi vista. Tem gente que diz por aí que fugiram juntos. Eu duvido. Moça conformada. Jamais teria coragem de enfrentar o pai “Barrerão”. Fazendeiro por profissão. “Bulinador” de mocinhas por convicção. Nunquinha, jamais deixaria filha sua na mão de qualquer malandro. Muito menos Rafael. Conquistador barato. Conhecido na cidade. Terror das famílias distintas. Mas quem diria? Rafael tinha coração. E foi pego no laço. Caiu na graça da moça vistosa. Ela também. Gostou do rapaz. Moço bonito. Dizem que pretendiam se casar. Depois que a notícia correu. O pai da moça tomou providência. Combinou uma sova pro rapaz. E naquele mesmo domingo, durante o forró no Granjeiro, o rapaz foi chamado pra fora. E a sova comeu. Rafael aprendeu a lição. Depois disso, só acharam um bilhete no seu quarto na pensão. Tava escrito: “Se num for Ana, será então Rita, Maria, Joana... Caio de novo no mundo. Não volto aqui jamé!” Ana Barrero se revoltou. E pro pai, nunca mais olhou. Renegou família e tudo. Dizem outros que, pra ofender o pai, foi morar no puteiro da cidade vizinha. E de lá se agradou e por lá se aportou. E deveras seu pai se ofendeu e deveras morreu. E nunca, nunca, nunca mais se viu Rafael. Moço bonito.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cadência

Sabe, existe uma diferença entre o que você pensa sobre mim e o que realmente sou, mas é daí,  adoro quando me chama de “Docinho”.

Não é que ache bonito tudo que você fala, sorrio porque acho bonito demais o seu sorriso no final de cada frase.

Era pra ser um segredo, mas toda noite me levanto e ascendo a luminária só pra ver o seu rosto lindo a meia luz. Segredo.

Na verdade, nem gosto daquela camisa azul, porém, amo quando você diz que a usa pra ficar lindo pra mim. Amo você me amar assim.

Gosto do cafuné que me faz enquanto zapeia, só para eu não brigar. Golpe baixo, amor.

Sabe, não existe diferença entre amar e querer bem, e é bom você “me querer” os dois.

Gosto de como você não me promete nada, mas sempre liga no começo do dia pra perguntar “que dia é hoje” e sorri gostoso quando respondo que “hoje é dia de nós dois”.

Ás vezes tenho medo de te perder, e você me abraça e diz “nunca”. Amor, não é assim, não há felicidade que dure para sempre. Mas você me abraça forte mesmo assim.

Quando você me abraça e eu me demoro, Docinho, na verdade estou ajustando o compasso do meu coração com o seu. Cadenciando o nosso amor...

domingo, 25 de setembro de 2011

Crônica de uma quase história

Na primeira vez, foi uma conversa sem compromisso. Ele pediu uma dança, mas no fim foram duas. Conversaram muito, se abriram pouco. Ela mal soube seu nome. Estranho: Uma conversa longa e poucos detalhes. Ela bebeu demais. Quase trinta anos e passando por um divórcio sem filhos. Seu mundo estava abalado. Ele compreendeu, por isso não perguntou mais nada. Apegaram-se em superficialidades. Por horas. Levou-a de volta para suas amigas e foi embora.

Na segunda vez, poucos dias depois, o encontro foi no mesmo lugar. Um reencontro meio forçado por ela. Afinal do pouco que se lembrava daquele dia eram o local e que ele era lindo. Encontram-se. Conversaram novamente. Ela descobriu o seu nome e ele se lembrava  do dela. Não houve dança, só conversa. Nenhuma bebida. Esforçou-se para guardar bem seus traços na retina. Faltou coragem pra pedir seu contato. Ora, aprendeu com a mãe que o homem tem que tomar a iniciativa. O rapaz não tomou. Pensou: Não houve interesse. Nunca mais voltaria aquele lugar. Não antes que aquela paixão platônica acabasse.

O rapaz bonito, naquele dia, voltou pra casa e ficou pensando naquela mulher. (Disso ela só soube depois). E pensou tanto e com tanta força que se martirizava por não ter pedido nem um número de telefone sequer. Ele também acabara de sair de um casamento. Não queria se arriscar. Não se arriscou e se arrependeu por isso. Voltou tantas vezes àquele lugar na esperança de reencontrá-la... Ela não estava mais lá. Nem o seu perfume pôde sentir. Ah! Como gostou daquele perfume, daquele sorriso... Lembrou ter elogiado o perfume dela. Sorriu sozinho lembrando-se daquele sorriso bonito.

Um ano depois. Exatamente um ano depois. Ela recebe um convite. Um amigo de um amigo estava aniversariando. Não deu outra. Em uma mesa estava ele. Lindo. Duas ou três doses depois ele se aproximou: “Conheço você”. “Claro!” logo respondeu. E foi assim, pequenas confissões depois, que aconteceu o primeiro e único beijo. E, de novo, nenhum número de contato foi trocado. Nenhum dos dois estava disposto a se arriscar. Os dois iniciavam novos relacionamentos. Nunca mais teriam qualquer contato.

Anos depois ele se casou novamente. Um pouco depois, ela também. Tentavam refazer a vida. Pensavam, às vezes, no que poderia ter acontecido entre eles. Sorriam para o espelho e voltavam para cama aquecida. Ele recuperou a guarda da filha. Ela, enfim, teria o filho que tanto queria. Ele, de novo, não amava a esposa, mas a queria muito bem. Ela, em sua fantasia, achou que amava o marido. Não iria se deter em uma paixão de três encontros e um beijo. Não, não.

Mais algum tempo e em outra festa o destino novamente conspirou. Ele sentado, bebia com amigos quando a viu passar. Aquele perfume e aquele sorriso ostentavam uma linda gravidez. Um amargor tomou conta de sua língua. Sua visão se tornou turva. Ela o viu. Amparada pelo marido, fingiu um repentino mal estar. Encontraram-se no lavabo. Ela disse "Oi", acariciando a barriga e com os olhos lacrimejados. Ele respondeu "Pensei em você, mas...". Mostrou a aliança. Ela disse "Eu sei. Tudo bem". E como se ela soubesse tudo que ele sentiu e passou, disse "É, a gente não deu". Ela sacudiu a cabeça e foi embora. E esse foi o fim de uma relação que nem sequer começou.



*** Pois é, também invento histórias. Histórias que bem poderiam ter acontecido. Ou não. Vai saber... Então, não fiquem aí me levando tão a sério.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lamúrias

Segurança em cárcere de afeto negligente. Refugio-me da porta pra dentro. Coração fechado. Boca semi-aberta a espera do beijo que nunca vem. Olhos semicerrados. Lagrima que nunca vem. Um gosto que nunca se sente.

De que me vale o saber? Posso vender conselhos. Doar dicas. Publicar receitas impublicáveis. De que me vale a segurança de conhecer modos? Nada. Só sei da boca pra fora.

Comerciante de sonhos que um dia foram meus. Queria ser outra. Praticar meus conceitos. Sem culpa. Sem mágoa ou rancor. Queria voltar a sentir. Arriscar-me.

Ocupo-me em manter uma falsa segurança. E uma pseudo-estabilidade. Queria não só a teoria. Não só a fórmula perfeita das coisas. Mas é só o que me resta. Tudo esta austero aqui.

Queria só escutar, enxergar, sentir. Sentir! De verdade. Teoria por teoria, preferiria a prática. Ou não. Esquecer-me de tudo que aprendi e arriscar a errar novamente.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Amor e ponto.

- Não acha uma ironia do destino ainda estarmos juntos?
- Meu nome é ironia.
- Te amo, ironia.
- Te amo, destino.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Natal: a vista ou a prazo?

Thelma "a casada" e Louise "a desquitada", batem um papo no msn...

Thelma: Hoje já é 17 de agosto!!! Faltam 136 para acabar o ano!! Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Louise: afffe, para ! não estou preparada

Louise: e tenho ainda 1 semana de férias nesse meio tempo

Thelma: tb não estamos preparados, temos que comprar os presentes de natal e ainda nem venceu a última prestação dos presentes de 2010. E ainda temos que pagar o pedreiro que deu um jeito aqui no telhado.

Louise: então... e lembra que logo após o reveillon tem IPTU, IPVA, material escolar, matrícula, e por aí vai... sem contar que em dezembro tem 13ª da Dilsileide.

Thelma: droga! esqueci disso! e ainda tenho que decidir se passo o natal com a minha mãe ou com minha sogra, ou me desdobrar e passar com as duas! inferno!

Louise: e meu natal é: Decidir se passo com meus pais, com a sogra, se o meu filho passa comigo natal e ano novo, ou um com o pai, ou os dois com o pai...

Thelma: tá. tudo bem. entendi. calei. vou fazer o almoço...

Louise: eu vou ligar pro meu advogado.... acho que não entendi como funciona a "guarda compartilhada".

Thelma parece estar offline.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Verdade, seja dita.

“Quem fala a verdade não merece castigo”, já me disseram várias vezes. E por que não? Não minha opinião, merece sim! A diferença entre falar a verdade e falar a mentira é só a disponibilidade que se tem de aceitar as conseqüências do que será dito. Não digo pra minha filha: “Se você falar a verdade pra mamãe vai ganhar um pirulito!”. Não mesmo. Digo sim, que ela sempre deve falar a verdade, pois na hora vou ficar brava, castigar se for necessário, mas ao mesmo tempo vou aconselhar e até ajudar a resolver. Não vou passar a mão na cabeça só por que me disseram a verdade. Dizer a verdade é nada mais, nada menos, do que obrigação. Durante uma discussão, uma pessoa já me disse que começariam a mentir, pois eu sempre ficava brava e dava um sermão. Óbvio. Pessoas que dizem a verdade são pessoas dispostas a aceitar as conseqüências, e quem mente é simplesmente um covarde. Penso assim. Lógico que não estou falando das mentiras “do bem” por assim dizer. Você não vai virar pra uma pessoa e dizer, por exemplo: “Seu cabelo esta horrível!”, se não tiver ao menos intimidade com a tal. Aí não é sinceridade, isto se chama grosseria. Falo pra qualquer pessoa intima o que realmente acho desde que, seja pedida a minha opinião. Se não, me contento em não falar nada. Mas não é sobre este tipo de mentira que fala o texto. Falo de mentirosos compulsivos e de pessoas imaturas que não assumem responsabilidades. Sim, dizer a verdade é assumir a sua responsabilidade. Mentir é querer deixar pra depois, ou deixar cair no próprio esquecimento, um assunto que se deve resolver agora. Mentem achando que a verdade nunca será descoberta. Isso não existe. Mais cedo ou mais tarde, tudo será colocado em pratos limpos. Isso foge ao controle de qualquer indivíduo. Tem uma frase de Abraham Lincoln que acho muito conveniente "Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo ou todas as pessoas durante algum tempo, mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo". Mentir é enganar. E ainda ouso acrescentar a frase que, mesmo mentindo pra algumas pessoas o tempo todo, pode ser mais tarde, tudo bem, mas você será descoberto. E aí, meu camarada, as consequências poderão ser desastrosas e irremediáveis.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quase

Hoje, quero falar sobre ontem. Sobre quando eu não era feliz e não sabia. Tentava tão veemente ser, que acreditava que era. Acreditava que tudo que acontecia era pouco diante de algo bem maior. A realização. A concretização de um sonho. Uma família feliz. Mas não era. Era algo bem menor. Era um amor quase submisso. O que não chega a ser amor. É só idealização. Almejar sempre por algo melhor que ainda há de vir. E nunca vinha. Nunca.

Tantas promessas. Tantos planos. Todos unilaterais. Todos. Não teria como funcionar. Quando um não quer, dois não brigam. Mas um sempre se machuca. Foi assim. Um machucado profundo, daqueles que doem no coração. E sangram muito. Uma dor na alma, quase. É, não foi. Não deu. Não foi desta vez. Mas podia ter sido de um jeito mais leve. Mas também não foi. Para que eu conseguisse sair, tinha que ser pesado. Profundo. Gigante. E assim foi.

Agora, quero falar sobre o amanhã. E todos os meus votos de que seja bom. E todas as minhas fichas também. E que seja sincero. Que seja um amanhã de sim ou não. De certeza. Que seja o amanhã de coisas novas. Nem exijo que seja sempre bom. Só peço que não seja sempre mal. Que não exija todo o esforço de meu corpo. Que me sobre fôlego pra ser feliz. Creio que isso não seja muito. Quero pouco. Bem pouco. Quero somente que seja diferente. Por que aí, já significa estar melhorando.

Não gosto de reclamar. Nem de me sentir por baixo. Mas me sinto tão pequena diante de tudo que tenho enfrentado, que tenho vontade de gritar. Vontade de... Sumir. Mas ao contrario estou agindo... Quase esqueci o que é amor de verdade. Quase perdi o amor próprio. Quase perdi a fé. Eu disse quase.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Verbalização

- Alô.
- Sim?
- Amiga! Que saudade! Nossa, um mês fora e parece que foi uma eternidade... Me conta tudo! Como passou todo esse tempo?
- Bom, comprei aquele vestido que a gente tava namorando lembra?
- Lembro, Claro! Aquele lindo, azul petróleo?!
- Sim, esse. O Elvis, nosso cachorro, operou a patinha, mas já esta bem. Arrumei o box do banheiro e me divorciei.
- Oi?
- DI-VOR-CI-EI. O que foi? A ligação tá ruim?
- Mas como? O que aconteceu?
- Ele tem uma amante.
- Mas amiga, ele tem essa amante a mais de cinco anos e você sempre soube e nunca se importou! Você dizia que ele ainda era bom de cama, bom pai, que nunca faltou carinho entre vocês, que ela era somente um capricho para ele!
- É verdade, mas o problema foi que ele verbalizou.
- Peraí, não entendi.
- Ele verbalizou. Antes era uma coisa subentendida. Abstrata, entende? A verbalização me magoou. Pedi o divórcio.
- E ele?
- Me pediu em casamento um dia depois da assinatura do divórcio. Disse que me amava, que amava as crianças, que não conseguia viver sem mim, que aquele caso não significava nada, que se fosse preciso ele abandonava ela de vez.
- E você???
- Aceitei. A gente se casa daqui a quinze dias.
- Mas por quê???
- Ele verbalizou.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

O dia “D”

Então era sexta-feira. Dia de “tirar uma” com a esposa. Sete dias de TPM. Ele sabia calcular. Já estava preparando terreno. Tentou acordar de bom humor. Deu bom dia. Comprou pão quentinho. Deu beijinhos e saiu antes dela para os preparativos. Notou que ela estava um pouco distante, mas nada que duas taças de vinho não resolvessem.

Enfim era sexta-feira. Dia de faxineira. Ela olhava pro relógio, eram oito e um. Ela já devia ter chegado. Respondeu ao bom dia do marido, sem perceber suas intenções. Correspondeu aos beijinhos e nem notou que o pão estava quentinho. Ufa! Claudinete chegou! Abriu um sorriso como se nada mais no mundo importasse. E de propósito e por puro prazer deixou uma xícara suja em cima da pia.

Ele passou o dia concentrado em seu propósito. Reservou o restaurante (embora tenha levado horas para convencê-la a ir). Encomendou flores. Custaram os olhos da cara, mas como um adolescente em início de namoro, esperava um bom retorno. Cortou o cabelo, fez a barba (ela sempre reclamava que pinicava). Engraxou os sapatos. Comprou uma cueca nova.

Ela passou o dia cantarolando. Imaginava a casa brilhando e cheirosa. Ligava de quando em quando pra saber do progresso. Estava satisfeita. Almoçou naquele restaurante tailandês que amava. Ligou de novo pra Claudinete, “Não se esqueça de colocar o tapetinho novo na porta de entrada”. Foi se encontrar com ele para jantar. Não entendia pra quê aquilo, afinal, Claudinete cozinha tão bem, iria pedir pra ela preparar alguma coisa pra eles. Depois de muito falar, ele a convenceu. Foi jantar. No fim seria até melhor, não teria louças pra lavar.

Jantaram. Entrada, prato principal, sobremesa, vinho, brindes... Ele lançando indiretas. Ela olhando o relógio. Ele acreditou que ela desejava ansiosamente a cópula. Pediu a conta.

Ela foi direto pro banho. Ele achou que ela se preparava para ele. Jogou pétalas de rosa da porta do banheiro até o quarto. Marcou o caminho para o coito. Ela saiu do banheiro, viu as pétalas e pensou: “Aquele puto de cachorro! Aposto que destruiu o meu arranjo da mesinha de canto. Depois dou uma sova nele.” Chegou ao quarto, ele a aguardava com uma flor na mão, um olhar de desejo, um sorriso safado e cueca nova. Ela abriu um lindo sorriso de satisfação e prazer. Largou a toalha que cobria seu corpo. Pulou na cama como uma menina arteira... “Oba! Dia de lençóis limpos!”

terça-feira, 10 de maio de 2011

Meras deduções

Nunca acreditei muito em contos de fadas. Certamente sabia que nada viria fácil. Mas, putz! Podia pelo menos aliviar um pouco, não é? Isso não quer dizer que não seja feliz. Viver não é fácil mesmo, mas mesmo assim é muito bom. Compensa.

Tudo que tenho, sonhei. Porém, nem tudo que sonhei, tenho. Entende? Algumas coisas em minha vida aconteceram de forma tosca. Mas no fim tudo se explica. Tudo fica bem.

Interessante como não fiquei sábia com o tempo. A única conquista foi não cometer os mesmos erros. Mas isso não é sabedoria, é ser “gato escaldado”.  Também, com o passar do tempo, não aprendi a dar o exato valor às coisas. E pago um preço alto por isso.

Com o passar dos anos, fiquei mais orgulhosa, arrogante e um pouco áspera. Não deveria ser assim. Coisa boa é que os anos não me deram rugas, mas creio que isso seja genética boa mesmo. Ás vezes (repito, ás vezes) invejo as pessoas de bom coração, tolerantes e abstraídas. Devem ser um pouco mais felizes.

A adolescente que até a pouco tempo morava em mim, e eu reclamava tanto, morre aos poucos. E de forma agonizante. Pois, apesar de não ter rugas a realidade me estapeia a cara. Diária e incessantemente. Tudo bem. Sempre quis ser adulta mesmo. Agora é aceitar as conseqüências. E em paz. E tentar remar contra a maré de defeitos congênitos de personalidade.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Algumas coisas sobre mim que você pode ter esquecido

Sabe, eu gosto de azul, mas detesto o verde. Não sou muito chegada a doces, talvez só goste mesmo de chocolate. Nem provei o bolo do casamento. Porém, gosto muito de torresmo. Não tomo cerveja, mas curto muito um uísque com energético. Talvez você ainda se lembre disso. Não gosto de usar roupas curtas. Já gostei, mas quando tinha boas pernas. Não mais agora. Já percebeu? Detesto acordar cedo e detesto que me acordem. Bom, pelo visto, disso você se esqueceu. Sou de ter janelas sempre abertas e portas bem trancadas. Não sei mentir, tenho uma memória ruim. Bom, não é? Mas isso não me impede de omitir. Não uso maquiagem. Não digo que nunca uso, pois, como os índios, às vezes têm que se pintar para a guerra. Jamais uso as unhas grandes. Ah, disso você se lembra... Mania herdada nos bons tempos de tae kuon do. Ainda se lembra que eu luto? Embora tenha perdido um pouco a prática. Não gosto muito de shoppings, mas gosto de cinema e teatro. Você não gosta de teatro, tudo bem, não me importo. Até por que, eu não gosto de sertanejo, você gosta, e não se importa. Sabia que gosto de você? Aliás, de você eu não gosto. Gosto mesmo é de chocolate.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Se você pretende me chamar pra beber, vou te dar alguns toques:

Primeiro, salvo raras exceções, evito beber quando minha filha esta presente, principalmente se sou a única responsável por ela presente no recinto.

Não bebo cerveja, então, se você fez a graça de se oferecer pra pagar a minha conta, prepare-se, não vai sair barato. Particularmente bebo pouco, mas o pouco que bebo me transforma em outra pessoa, e essa pessoa bebe pra caramba.

Quando me transformo nessa outra pessoa, costumo dar uns vexames básicos do tipo: cantar em karaokê, dançar funk-forró-axé, dar conselhos sexuais avulsos... Enfim, coisas que jamais faria em perfeita sanidade mental. Portanto, preciso de alguém que se responsabilize por mim. De preferência alguém que não beba, ou em último caso, alguém que beba pouco, que me retire do local quando isso começar a acontecer, e me leve em segurança para casa, no caso de meu responsável legal (vulgo, marido) não estar presente.

Como já sabem, não sou nenhuma garotinha, sou “veia”, isso quer dizer que meu fígado não agüenta mais o batente dos “tempos da brilhantina”. O que na juventude não tinha, agora tenho de sobra: RESSACA! Se por acaso, eu sair com você hoje e durante dois meses  ou mais recusar novos convites, compreenda, é meu fígado se recuperando da última.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sem desculpas

Não. Não vou pedir desculpas por ter dito a verdade. Não tenho culpa por sua imaturidade. E nem vou me culpar pelo que você se tornou. Não fui eu quem te criou. Já carrego culpas demais e não me cabe mais uma.

Não. Não vou pedir desculpas por ter sido simplesmente sincera. Talvez um pouco petulante, mas sincera. Não é minha culpa se a verdade dói. Até por que ela só dói em quem não esta acostumado. Inverdade deveria doer mais. Aliás, deveria dilacerar.

Não vou carregar comigo o peso de te fazer sofrer. Sofrimento é algo que você sempre me causou. E nunca lhe acarretou peso algum. Você sempre voou tranqüilo sob minhas úlceras. Sempre abstraiu as minhas mágoas. Não vou me culpar por ter lhe jogado tudo isso na cara.

Também não sei perdoar. Mas, há algum tempo, possuía um modo estranho de superar (ou não). Passava por cima da minha mágoa alçando um bem maior. Observe que o verbo “passar” esta no passado. Não passo mais. Toda essa montanha russa em busca do “bem maior” acabou virando desprezo, apatia.

Não te admiro mais. Aliás, não  tem mais o que admirar. E não vou pedir desculpas por isso. Aprendi a sempre que houver necessidade, me desculpar. Não é o caso.

terça-feira, 1 de março de 2011

Nem é por nada não

Não quero muito. Como dizem: “Vamos nos curtir”. Não fique pensando em relevância. Fale junto comigo e em voz alta: “Não há vantagens”. Só prometo recíproca e mesmo assim se valer a pena. Sabe quando a gente esta meio cansada de tudo? Cansada de “não-me-toques”? Cansada de brigar e não ver retorno? Enfim, é isso. Não espero muito de você. Aliás, espero sim. Espero que não me prometa nada. Não acredito em promessas. Não mais. Não fique preocupado com o que eu quis dizer. Quis dizer o que disse e ponto. Não fique se corroendo tentando decifrar o que penso sobre você. Não penso nada. Juro. Faremos assim: te dou uma chance, você me dá uma chance. Sem pré-conceitos. Não formule teorias. Não tire conclusões apressadas. Vou tentar fazer o mesmo. Vamos levar uma vida mais leve. Já carrego nas costas peso demais do passado. Não se faça de fardo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Somente uma mãe

Ontem vi uma mãe que tinha acabado de perder o filho. Já adulto e com vários tiros. A questão não é a índole do rapaz, mas sim a dor de se perder um filho. Nunca antes havia visto esta mãe e nem seu filho, porém, senti um milésimo da dor por ela. Era um choro tão doido que não inventaram palavras pra descrever. Tentei me colocar no lugar dela, mas só de imaginar já me bateu o desespero.

Não importa como o seu filho seja ou o que faça, é o seu filho. Morou no seu útero. Ficou com o ouvido pertinho no seu coração. A vida humana não tem mais valor. Uma pessoa de repente e por nada, tira de você aquela vida trazida ao mundo às custas de muita dor, suor e lágrima. Aquele fruto do seu ventre. Um aborto. Arrancam um pedaço do seu coração. Cada grito e choro daquela mulher pareciam, sim, um aborto induzido (por tiros).

A morte esta tão banalizada, o sofrimento de uma mãe foi tão banalizado, que pessoas passavam, viam a cena e conseguiam fazer piada. “Não quero nem saber quem morreu, eu quero é chorar”, disse uma. Ver e ouvir esta frase foi tão surreal, que não respondi nada. Só minha cara de espanto disse tudo. Outros passavam e diziam: “Ele merecia!”. Mas e a mãe? Merecia? Você pode dizer que a culpa é dela, que não soube criar o filho, dar educação, mas temos o direito de julgar? Eu também acredito que o que o filho se torna é em parte culpa dos pais, conscientemente ou não, mas ouvindo aquele choro, não pude julgar. E nem quero.

Minha mãe teve um aborto aos nove meses de gestação no ano de 1970, se não me engano, até hoje ela se lembra desse filho, faz as contas de quantos anos ele teria e como seria sua vida. Nunca esqueceu. Não acredito que esta mãe ou qualquer um que perde uma pessoa querida esqueça, mas desejo do fundo do coração que Deus abrande a dor daquela mulher e apague da sua memória aquela cena terrível.



Primeiro - e egoísta - pensamento que veio a minha mente naquele momento: “Deus! Proteja minha filha!”

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nada Ortodoxa

Não gosto de cachorro e nem de gato. De jeito nenhum! Parei de maltratá-los, mas continuo não gostando. Não gosto de criança. Aliás, não desgosto tanto. Gosto um pouquinho, acho lindas de verdade, mas sem muita intimidade. Detesto fofoca. Nem é por ser politicamente correto. É por puro desinteresse mesmo. Não gosto de igreja e nem de religião, mas acredito em Deus. Acredito também que a religião nos afasta de Deus. Ponto. Não tenho paciência com pessoas babacas, fúteis ou frescas demais. Não dou papo. Nem por educação. Por Deus que não tenho a menor paciência com gente boazinha demais. Juro! Acredito em gente boazinha demais o mesmo tanto em que acredito em Papai Noel. Em compensação, adoro pessoas sagazes e sarcásticas. Gosto de pessoas reais, que são boazinhas quando tem que ser, mas que sabem ser malvadas quando devem. Pessoas com humor ácido e sincericídas, moram no fundo do meu coração. De verdade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vida Alheia

Sou completamente desinteressada pela vida alheia, inclusive de familiares. Alguns julgam isso defeito. Eu já não acho. Pelo menos não me intrometo na vida de ninguém. Se a pessoa tiver passando o máximo de necessidade, sem o básico em casa ou correndo risco de vida, claro, presto assistência, mas fora isso, não. Cada um tem que ter suas experiências e cada um lida com elas como bem entender. Ponto.

Não sei se perceberam, sou pouco ortodoxa. Amo minha família, porém amo de longe. Curto festas familiares, momentos feitos exclusivamente para se ter com os seus, porém acho uma bomba relógio reuniões familiares simultâneas ou em curtos períodos de tempo. Não tenho paciência para debater a vida dos meus. Não curto. Se isto fosse solucionar, bacana. Mas só servem pra trazer problemas dos outros pra mim. Não gosto. Gosto da beleza das fotos, pai, mãe, filhos, tios, primos, todos juntos dividindo piadas de 20 anos atrás e causos hilários de família. Só. Detesto falar inclusive da minha vida. Ou seja, não falo. Nada. Com ninguém.

Tenho a seguinte linha de pensamento: Não aconselho e nem critico a vida de ninguém. No dia em que eu não tiver problema algum, no dia em que levar uma vida perfeita, começo a dar palestra, mas por enquanto, não to dando conta nem da minha.

Como já disse, não gosto de ficar debatendo temas que não estão ao meu alcance resolver, visto que, nem consegui resolver os meus, e problemas que não são da minha alçada. “Minha alçada”, cheguei aonde queria...

Depois desta explanação, chego ao ponto que quero realçar: Não gosto que tomem conta da minha vida. Não gosto que debatam minha vida. Não gosto que critiquem minhas escolhas. E nem tolero “cinismo fraternal”. Ponto. Lembrei do por que não posso freqüentar assiduamente reuniõezinhas de família, não tenho espírito elevado o suficiente para aceitar critica fora de hora, reclamações descompensadas e debates que não irão solucionar meus problemas, afinal, eles são meus. E nem me venham com a desculpa de que fazem isso por amor e por se preocuparem muito comigo. Não me interessa. Não acredito.

É mais ou menos assim: Não se mete na minha vida porque eu simplesmente não me meto na sua. Simples e não dói nada.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Opções: Ter ou Não Ter

Mesmo que eu diga a vida inteira que não quero um cachorro, gosto de ter a opção de tê-lo caso algum dia mude de opinião. Gosto de ter opções. Então, por exemplo, se o médico me diz, “tens uma grave alergia a cachorros! Pode morrer se tiver contato com algum! Jamais chegue perto de um!”, tira-me completamente a segurança. Posso nunca ter um cachorro, por exemplo, aliás, detesto, mas não poder mudar de idéia, ou se mudar de idéia não poder tê-lo, é imperdoável. É ridículo! Demoro pra aceitar esse tipo de coisa. Claro que não estou falando de cachorros, é só uma metáfora. Porém, no momento, as únicas opções são duas: aceitar ou não. O que já é bom, pelo menos posso escolher.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Memória Terrível

Não é segredo pra ninguém que tenho uma memória terrible. Quando jovem, saia andando, andando, andando... E esquecia para onde estava indo. Assim. Do nada, “acordava” e já tinha passado quarteirões do meu destino. Uma vez estava dando um trato na casa, quando de repente, sumiram os meus livros e o ferro de passar. Não conseguia encontrá-los de jeito nenhum.  Já havia desistido quando do nada os encontrei, perfeitamente organizados... Dentro da geladeira! É isso mesmo, dentro da geladeira.

Sabe, ás vezes fico em dúvida se é memória ruim ou se é lerdeza genética mesmo. Um dia estava, linda e cheirosa esperando meu ônibus para a escola, quando vejo que tem uma coisa brotando de dentro do meu bolso: minha escova de dente (rosa e enorme!). Isso me remete a um fato registrado há quase cinqüenta anos atrás. Minha mãe, foi à feira com minhas duas irmãs mais velhas ainda de colo, quando na volta, ao passar as mãos pelos cabelos, descobre que o pente esta arraigado por lá. Ela pensa: “Ahhhh então era por isso que todo mundo estava olhando pra minha cara!”.

Hoje em dia é assim: Estou eu, refletindo sobre um tema qualquer quando, do nada, puft, ele desaparece da minha cabecinha oca. E não é por nada, não. Não foi nada que interrompeu o pensamento, ele simplesmente, se foi. É uma tortura quando me pedem pra dar um recado. Não há santo que me faça lembrar. Já usei cordãozinho amarrado no dedo... Olhava praquilo e...: “Mas que diaxo é isso amarrado no meu dedo??!”. Já tentei anotar, mas, como no caso dos livros, guardava em lugares obscuros e nunca mais encontrava.

Até Larinha já reconhece a falta de memória da mãe: “Lembra mamãe, daquela música??!”. “Não, boneca, não lembro”. “Ah, mamãe maluquinha!”. Não escondo dela a minha falta de memória, até por que, não tem jeito. Quando vou ao mercado, levo-a comigo. Aquela menina tem uma memória que supri a que me falta... Digo a ela tudo que tenho que comprar e lá ela vai me lembrando de tudo. Ai que inveja...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um tão esperado reencontro

Daí que de repente, estávamos todas reunidas em pleno sábado à noite indo pra balada (aliás, gíria que não é da “nossa época”, mas tive que me adaptar). Estávamos todas de “Vale Night”, afinal somos todas senhoras casadas e mães de família.

Ai que saudade que eu estava delas. E que saudade de mim quando estou com elas. Havia me esquecido de como é bom todas nós reunidas. Por alguns dias não pensei só em casa, filha e marido.

Precisávamos de um bom motivo para conquistar o nosso “Vale Night” e obtivemos um da melhor qualidade: Nossa amiga querida que estava há mais de dois anos sem vermos, pisou em solo belorizontino. Precisávamos nos reunir, colocar o papo em dia e matar a imensa saudade daquela “perua fufura”. Nos acabamos no sábado! Estava tudo bom demais! Claro que como estamos completamente desabituadas a esta batida perfeita, quase morremos de ressaca no domingo.

Na verdade estava há algum tempo meio sem chão, sem ancoradouro. A passagem dela por aqui me trouxe de volta ao porto,  trouxe também outras amigas. Trouxe a que morava na cidadezinha perto porem longe, trouxe uma amiga nova e trouxe de volta as jovens alegres que estavam escondidinhas lá dentro de cada uma.

Ela vai embora amanhã, mas com certeza vai levar de novo um pedacinho do coração de cada uma de nós. Sei que a distância não nos tira a amizade, mas o não poder abraçar a hora que bem entender dói e dói muito. Hoje vou lá de novo, e como diz a Larinha, dar um “gruda” nessa minha amiga e aproveitar mais um pouquinho o reencontro com todas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As palavras certas

Estava tentando achar as palavras certas para o post de hoje. Esta música diz simplesmente tudo que queria dizer:

Eu não quero ganhar, quero chegar junto... Esse jogo é bom de se jogar!!


 

Um A Um

Tribalistas

Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte E Arnaldo Antunes
 
Eu não quero ganhar
Eu quero chegar junto
Sem perder
Eu quero um a um
Com você
No fundo não vê
Que eu só quero dar prazer
Me ensina a fazer
Canção com você
Em dois
Corpo a corpo me perder
Ganhar
Você
Muito além do tempo regulamentar
Esse jogo não vai acabar
É bom de se jogar
Nós dois
Um a um
Nós dois
Um a um
Nós dois
Um a um

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Fim da boa vida...

Pois é, acabaram-se as minhas férias e com elas a alegria de viver... Exagero à parte é quase assim mesmo que me sinto. Estava tão boa a minha sonoterapia... Estava tão bom passar 24 horas por dia com a minha princesa... Estava tão bom estar tranqüila e relaxada quando o marido chegasse...

Agora é aceitar a realidade: Quatro ônibus por dia, trânsito, chuva, engarrafamento e por aí vai. Telefone, computador, dor nas costas, dor de cabeça e dor na consciência por abandonar a princesa em plenas férias. (Aí que saudade dela...)

A parte boa é que o Natal e o Réveilon foram ótimos. Ambos em família, ambos em paz e tranqüilidade. Talvez tenha exagerado um pouco na bebida, mas nada que um Engov antes e um depois não resolvessem. O que importa é que finalmente tive um final de ano quase perfeito. Só não foi perfeito porque infelizmente, não consegui enriquecer em 2010, mas 2011 promete!

Entrei de férias em dezembro, e fiquei longe de computadores e afins. Só agora vi a quantidade de mensagens de felicitações por email, orkut, facebook, etc. Peço desculpa a todos, li tudo e amei. Agradeço de coração a todas estas pessoas queridas e também a todos que não escreveram, mas ligaram ou mandaram vibrações boas. Vocês são muito queridos!

Segundo a Wikipédia, o Ano-Novo ou Réveillon é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Réveillon é um termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa "despertar". Perceba a dica: despertar. O que desejo de coração a todos é um feliz despertar!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O que mais aprendi nos últimos tempos?

- Sempre que conversar tenha um sorriso no rosto. Isso atrai e cativa as pessoas.

- Seja gentil com as pessoas. O mundo dá voltas, você nunca sabe de quem vai precisar.

- Pense bem no que vai perguntar, pois para tudo há sempre uma resposta a altura.

- Ao deitar, sempre agradeça pelo dia que passou. Não peça nada. Deus já esta cansado de saber do que você precisa. Seja grato e a graça virá.

- Não fique despejando em todos os seus problemas. Conte apenas as coisas boas e as ruins serão acuadas.

- Faça pelo menos três elogios por dia. Se todos fizessem isso, seria como uma corrente do bem e todos teriam um bom dia.

- Seja o que bem entender nessa vida, mas você tem obrigação de se sentir feliz no que escolheu. Se não é, mude.

Ouça sempre o que sua mãe diz, por mais ridículo, antiquado, retrógrado que seja. Vai por mim, chega um momento na vida que você para, coça a cabeça e diz: "Por que não ouvi minha mãe!"

E por último:

-  Use protetor solar...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Súplica

Que me venha à memória todas as lembranças boas que ainda possuir. E que exista fôlego pra agüentar... E lágrimas pra não conter.

Que eu enxergue o belo, o feio e o normal. E tenha discernimento pra definir. Que meus olhos sejam puros e minha alma cristã.

Que me venha ao coração todo o amor contido, todo o amor perdido e também todo amor negado. E que ele suporte todo esse carnaval.

Que me sopre no rosto toda esperança do mundo. E que molhe meu rosto toda solidariedade e fé.  Fé no próximo. Fé em mim. E, por Deus, fé na humanidade.

Que eu sinta o cheiro das flores e me venha lembranças de músicas e de pessoas queridas. Que os fatos passem diante dos meus olhos e fixem em minha retina.

Que meu sorriso seja certo e intencional. De vários tipos e de vários sabores. Assim como meus beijos. Que seja direcionado, belo e marcante.

Que esse dia seja hoje. Que o momento seja agora. Que o movimento seja contínuo. Que a melodia seja boa. Que a vida seja plena.

Assim seja.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Hoje...

Estou aqui:


E também estou aqui:  


Leia e deixe seus comentários!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Escusa-me

Desculpa qualquer coisa. Se não fui, não fiquei ou até mesmo não me comportei. Me perdoe se não correspondi, não respondi ou simplesmente não entendi a mensagem. Sou assim mesmo, distraída. E também esquecida. Perdoe se te esqueci, se não consigo te esquecer, se não te conheci e nem reconheci... Sei lá. Simplesmente me desculpe o mau jeito.  Não sou boa com palavras. Espero que me perdoe por aquele dia... Ou outro dia qualquer do qual não me lembre agora. Me perdoe por antecipação e retroativamente. Espero que me entenda por não ter dado o seu recado. Sou esquecida por natureza. E também por conveniência. Depende do conteúdo do seu recado. Tenho essa mania chata de ignorar. Ignoro, apago e fica como se nada tivesse acontecido. Desculpa. DNA ruim. Ou não. Também depende do ponto de vista e da paciência que você pode me disponibilizar. Desculpa a insistência, mas não me lembro (mesmo!) do que me disse aquele dia. Sabia que às vezes me esqueço de para onde estou indo? Por isso cheguei atrasada. Ou não fui. Já considerei idade, saúde e conveniência, mas nada explica essa memória fraquíssima. De qualquer maneira, desculpe a falta de jeito.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Invidere

A maioria das pessoas que se dizem vítimas da inveja, geralmente são as mais invejosas. Este mundo é mesmo estranho. Durante um período, convivi com uma pessoa que, por mais bonita, arrumada e perfeita que eu estivesse ela sempre achava um defeito. Entende? Não consegue elogiar! Muitas pessoas tentam achar em você e até mesmo apontam erros que são próprios delas mesmas. Querem retirar a culpa delas e jogar em você, como se fosse possível. A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver". Talvez, “não ver” qualidades em si, se sentir inferior e menosprezar as qualidades alheias. Inveja pode ser cegueira. Este sentimento gera o desejo de ter “exatamente” o que a outra pessoa tem e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. Pessoas sem criatividade e originalidade. Como já disse em textos anteriores, sou uma impedida de sentir inveja. Desvio de caráter, sei lá. Só conseguiria ter inveja da perfeição, mas não consigo enxergá-la em ninguém. Porém, detesto qualificar e quantificar defeitos. Se não tenho nada de bom pra falar, não falo nada. Não tenho nada de boa menina, mas quase sempre acho algo de bom pra elogiar. Isso é bacana. É impressionante o poder de um elogio para ambas as partes. Quem é elogiado eleva a auto-estima, nem que seja um pouco. E quem elogia, sente-se um semideus, com o poder de alegrar a outra pessoa.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Feedback

Não sei se vocês sabem, mas nesta semana comecei a escrever uma coluna pro blog Terapia de Cutuvelo, do meu amigo-amor-bandido Sr. Rubem Dornas.

Caí na besteira de escrever um email convocando minhas irmãs a participarem.

Segue o resultado:

Conversa encaminhada
Assunto: Minha Coluna Semanal - Terapia de Cutuvelo
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De: Márcia Mapa
Data: 1 de dezembro de 2010 15:59
Para: MIRIAM RAQUEL , ZAIA

Boa tarde.
Como minhas irmãs, vocês tem obrigação de ler e comentar alguma coisa...
Agora!!!!!!!

http://terapiadecutuvelo.blogspot.com/2010/11/olhar-feminino.html

Beijos!!


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De: Zaia
Data: 2 de dezembro de 2010 17:13
Para: Márcia Mapa

Oi novamente!
Ficou legal o texto. Mas quer saber a minha opinião, você se mostra cada vez mais uma pessoa perdida e parece aos meus olhos sem propósito ou firmeza no que quer. Pode achar ruim minha opinião, mas sabe o que é isso "falta de Deus na sua vida", uma pessoa que conhece a palavra e corre ao contrario dela, fica triste e amargurado, e cada vez mais. Passei por isso durante anos da minha vida até eu compreender que eu não era nada e por mim mesmo não conseguiria nada sem Jesus na minha frente abrindo caminhos.
Pense nisso! É uma opinião de quem já passou por isso e sabe o que sente.
Bjus.

***se gostou bem, se não gostou da minha opinião azar o seu....rsrsrs****
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De: Márcia Mapa
Data: 2 de dezembro de 2010 17:42
Para: Zaia

Perdeu seu tempo.
Levou a sério demais.
Não era esse o propósito.
Jogou suas opiniões ao vento.
De qualquer maneira, valeu pela intenção.
Beijos.

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De: Zaia
Data: 2 de dezembro de 2010 17:45
Para: Márcia Mapa

Não acho que perdi meu tempo, e você também sabe que não.
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De: Márcia Mapa
Data: 2 de dezembro de 2010 17:55
Para: Zaia

Ok. Sigo te amando.
Ah! Semana que vem tem mais, mas "contenha-se" no comentário.
Beijos (de novo) pra relaxar.

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(Talvez, uma de minhas irmãs preferidas saiba das coisas, mas quem disse que dou o braço a torcer?)